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Cirurgia anterolateral da coluna lombar em posição única

Acesso oblíquo ao disco (OLIF) e fixação da coluna sem mudar o paciente de posição: toda a cirurgia é feita com o paciente deitado de lado, com incisões pequenas e sem abrir a musculatura das costas.

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O que é

Na artrodese tradicional, o disco é tratado por trás, afastando a musculatura das costas. No acesso anterolateral, o disco é alcançado pela lateral do abdome, por um corredor natural entre os músculos e os grandes vasos.

Na cirurgia em posição única (Single Position Surgery), depois de colocar o espaçador pela lateral, os parafusos são colocados pelas costas sem virar o paciente na mesa. A cirurgia inteira acontece em uma só posição.

Os dois acessos

OLIF 25 — de L1 a L5

O disco é alcançado pela lateral do abdome, passando à frente do músculo psoas, sem atravessá-lo. Isso protege os nervos que correm dentro do músculo e permite tratar um ou vários níveis da coluna lombar pela mesma incisão.

OLIF 51 — L5-S1

O último disco da coluna, entre a vértebra L5 e o sacro, fica entre os grandes vasos da pelve. Com o paciente ainda de lado, o disco é acessado pela frente, entre esses vasos, e recebe um espaçador amplo que devolve a curvatura natural da lombar.

Para quem é indicada

Listese (escorregamento de uma vértebra sobre a outra)
Degeneração do disco com dor lombar incapacitante
Escoliose degenerativa e desequilíbrio do tronco no adulto
Estreitamento do forame por perda de altura do disco
Desgaste do nível vizinho a uma artrodese antiga
Pseudoartrose e revisão de cirurgias anteriores

Sempre depois que o tratamento sem cirurgia não trouxe alívio, ou quando há instabilidade ou deformidade que justifiquem a cirurgia.

Como é a cirurgia

Ilustração da coluna lombar vista de lado, com a marcação da incisão na lateral do abdome para um ou dois níveis
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Posicionamento e marcação

O paciente é deitado de lado, sob anestesia geral e com monitorização dos nervos. Com o raio X, marca-se na pele da lateral do abdome o ponto exato da incisão, que muda conforme o nível a ser tratado.

Ilustração em corte do abdome mostrando o afastador chegando ao disco pela lateral, com o paciente deitado de lado
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Acesso ao disco

Por um corredor natural entre os músculos do abdome, à frente do músculo psoas, um afastador chega até a coluna. O disco desgastado é retirado sem cortar a musculatura das costas.

Raio X de frente durante a cirurgia, com o espaçador no espaço do discoDe frente
Raio X de perfil durante a cirurgia, com o espaçador no espaço do discoDe perfil
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Espaçador no lugar

Um espaçador grande, preenchido com enxerto ósseo, ocupa o espaço do disco e devolve a sua altura. O raio X, de frente e de perfil, confirma a posição exata durante a cirurgia.

Foto da cirurgia: fios-guia e instrumentos dos parafusos percutâneos inseridos pelas costas, com o paciente ainda deitado de lado
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Parafusos na mesma posição

Sem virar o paciente na mesa, os parafusos são colocados pelas costas, por pequenos cortes na pele, guiados por imagem. Isso encurta a cirurgia e o tempo de anestesia.

Vantagens

Músculos das costas preservados

O disco é tratado pela frente e pela lateral, sem descolar a musculatura que sustenta a coluna.

Nervos liberados de forma indireta

O espaçador grande devolve a altura do disco, abre os forames e alivia a compressão dos nervos.

Alinhamento restaurado

Permite corrigir a curvatura lombar e deformidades do adulto com incisões pequenas.

Uma só posição

Sem reposicionar o paciente, a cirurgia é mais curta, com menos tempo de anestesia, menos sangramento e alta mais precoce em casos bem indicados.

Recuperação (prazos aproximados)

No mesmo dia ou no seguinteSenta e caminha com ajuda
1 a 3 diasAlta hospitalar, conforme a evolução
2 a 6 semanasCaminhadas e atividades leves; retorno a trabalhos sem esforço
3 a 6 mesesConsolidação da artrodese e liberação progressiva de exercícios

Riscos

Como toda cirurgia, há riscos de infecção, sangramento e trombose. Desta via em particular, pode haver dor, dormência ou fraqueza na coxa, que costumam ser passageiras, e o intestino pode ficar mais lento nos primeiros dias. Lesões de vasos ou do ureter são raras. O planejamento nas imagens e a monitorização dos nervos durante a cirurgia existem para reduzir esses riscos, e tudo é conversado na consulta.

Dúvidas frequentes

Sobre a cirurgia em posição única

Onde ficam as cicatrizes?

Uma incisão pequena na lateral do abdome, por onde é feito o acesso ao disco, e pequenos cortes nas costas para os parafusos.

Quanto tempo fico internado?

Em geral de um a três dias. O paciente costuma caminhar no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.

Os parafusos são sempre necessários?

Na maioria dos casos, sim: eles mantêm a coluna firme enquanto o enxerto consolida. Em casos selecionados, o espaçador pode ser usado sozinho.

Tenho osteoporose. Posso fazer essa cirurgia?

Depende do grau. A qualidade do osso é avaliada antes, e às vezes é preciso tratar a osteoporose primeiro ou adaptar a técnica.

Qualquer pessoa pode operar por essa via?

Não. Cirurgias abdominais extensas, a posição dos vasos e o tipo de doença podem tornar outra via mais segura. A ressonância e a tomografia mostram qual é o melhor caminho para cada paciente.

Guia completo para o paciente, com PDF para imprimir →

Conteúdo educativo. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação médica individual.

Quer saber se é candidato?

Leve sua ressonância e as radiografias da coluna na consulta.

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